sexta-feira, 13 de julho de 2012

MEDIUNIDADE - DESDOBRAMENTO MEDIÚNICO

Olá,

O capítulo “Desdobramento em Serviço”
 esclarece essa singular mediunidade,
realmente pouco comum entre nós.

As ocorrências relacionadas com o desprendimento
do Espírito do médium Castro
 — a começar no recinto dos trabalhos
e terminando em esfera espiritual de reajuste,
 onde Oliveira, recém-desencarnado,
 refazia as próprias forças -



favorecem a compreensão, inclusive de craturas pouco afeitas a raciocínios
mais profundos, desse maravilhoso fenômeno.

Ainda existe, mesmo em círculos espiritistas, quem faça uma certa confusão entre
«médium de transporte» e «médium de desdobramento».

Vez por outra, ouve-se a informação: «Fulano é médium de transporte...
E quando são pedidos detalhes, verifica-se que o Fulano mencionado é simplesmente um médium de desdobramento.

Médium de transporte é o de efeitos físicos e que serve de instrumento para que os Espíritos transportem objetos, flores, jóias, etc., do exterior para o interior e vice-versa.
Esse é o médium que, corretamente, podemos denominar de “transporte”.

Médium de desdobramento é aquele cujo Espírito tem a propriedade ou faculdade de desprender-se do corpo, geralmente em reuniões.
Desprende-se e excursiona por vários lugares, na Terra ou no Espaço, a fim de colaborar nos serviços, consolando ou curando.
Esse é o médium de desdobramento.

Castro, nosso conhecido de «Nos Domínios da Mediunidade», é médium de desdobramento e está sendo preparado para maiores cometimentos na seara da fraternidade.

Dispensamo-nos de comentários mais amplos, porque essa exigência, mais técnica que moral, já foi atendida com o diagrama organizado para o estudo dessa faculdade e já incorporado a este livro, no presente capítulo.
Há condições, de ordem moral especialmente, das quais não pode o médium de desdobramento prescindir, se deseja aprimorar a sua faculdade e aumentar os seus recursos, como sejam:

a) — Vida pura

b) — Aspirações elevadas

c) — Potência mental

d) — Cultivo da prece

e) — Exercício constante

Além dessas condições, que reputamos indispensáveis ao médium, os componentes do grupo têm também deveres e responsabilidades, uma vez que lhes compete auxiliar o desprendimento, acompanhar mentalmente a trajetória do Espírito do médium e encorajá-lo, também pelo pensamento, em sua
viagem.

Assim sendo, lembramos que três fatores essenciais são requisitados dos encarnados, nos serviços de desdobramento, a saber:

a) — Auxílio, através da prece

b) — Concentração

c) — Exortação

A exortação, como não podia deixar de ser, é tarefa do dirigente encarnado
dos trabalhos, isto no plano físico.

Há médiuns de desdobramento que recordam as ocorrências da excursão, enquanto outros, embora façam o relato durante o desdobramento, voltam ao corpo como se tivessem saido de prolongado sono.
Sutilezas do mediunismo...

Alguns necessitam de auxílio magnético dos encarnados, para conseguirem o desdobramento, enquanto outros se desprendem fàcilmente, com a maior espontaneidade.
A nosso ver, nos trabalhos do Espiritismo Cristão, onde toda atividade deve caracterizar-se pela espontaneidade; no Espiritismo Cristão, onde se enxugam lágrimas e se abraçam almas revoltadas, é mais aconselhável aproveitar-se a cooperação daqueles que se desdobram com naturalidade, apenas
com o concurso magnético dos Protetores Espirituais.

«Incipiente ainda nesse gênero de tarefa», Castro contou, em sua excursão astral, com a cooperação de Rodrigo e Sérgio, dois companheiros da Espiritualidade, os quais «lhe aplicaram à cabeça um capacete em forma de antolhos», a fim de que a sua atenção não se desviasse, no trajeto, para as
peculiaridades do caminho, evitando-se a dispersão dos seus próprios recursos, inclusive para não dificultar o esforço volitivo.
«Vimos o rapaz, plenamente desdobrado, alçar-se no espaço, de mãos dadas com ambos os vigilantes» — informa André Luiz.

E mais adiante:
«O trio volitou em sentido oblíquo, sob nossa confiante expectação. »
E à medida que avançavam noite a dentro, espaço a fora, o médium, «adormecido», descreve a viagem:

«Seguimos por um trilho estreito e escuro!... Oh! tenho medo, muito medo... Rodrigo e Sérgio amparam-me na excursão, mas sinto receio! Tenho a idéia de que nos achamos em pleno nevoeiro...”
A situação é perfeitamente compreensível: o Espírito de Castro atravessa zonas próximas à Terra, impregnadas da substância mental (piche aerificado, como costumam definir os Amigos Espirituais) expelida pelas Inteligências encarnadas e a traduzirem os habituais desequilíbrios humanos...

Desejos inferiores, caprichos, ódios, ambições, crimes...
Raul Silva, o dirigente dos trabalhos, vigilante, «elevou o padrão vibratório do conjunto, numa prece fervorosa em que rogava do Alto forças multiplicadas para o irmão em serviço. »
«A oração do grupo — informou Áulus —, acompanhando-o na excursão e transmitida a ele, de imediato constitui-lhe abençoado tônico espiritual.

Ah! sim, meus amigos — prosseguia Castro, qual se o corpo físico lhe fosse um aparelho radiofônico para comunicações a distância —, a prece de vocês atua sobre mim como se fosse um chuveiro de luz... Agradeço-lhes o benefício!... Estou reconfortado... Avançarei!... »

E assim, estimulado pela prece de Raul Silva, pela concentração dos encarnados e pelo concurso de Rodrigo e Sérgio, chega Castro ao ponto terminal da excursão, onde se entrega às alegrias do reencontro com Oliveira, dedicado companheiro do núcleo mediúnico, recentemente desencarnado.
Essa visita possibilita-nos a observação de interessante fenômeno:

Oliveira transmite ao grupo, por Intermédio de Castro, uma mensagem de reconhecimento e júbilo: «Meus amigos, que o Senhor lhes pague. Estou bem, etc. etc.»

Castro (Espírito) recebe e retransmite ao próprio corpo as palavras do amigo desencarnado. E elas ressoam, efetivamente, junto aos companheiros encarnados:

«Meus amigos, que o Senhor lhes pague. Estou bem, etc., etc...»

Esse fato leva-nos a recordar oportunas conclusões doutrinárias, no tocante ao mecanismo de certas comunicações de entidades superiores.
Suas palavras, até chegarem ao cenário terrestre, nos grupos mediúnicos, sofrem uma série de não sabemos quantas retransmissões, à maneira das recomendações de um general que, passando pelos oficiais imediatos, em escala descendente, chegam até ao simples soldado...
É a confirmação do princípio doutrinário de que, quanto maior a elevação, maior também a distância do comunicante.
Retornando ao corpo, Castro esfrega os olhos, como quem desperta de  grande sono».
A tarefa da noite estava concluída.

" Estudando a mediunidade"     Martins Peralva

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4 comentários:

  1. Oi tive já algumas experiências assim de desdobramento porém vou a lugares muito negativos e quando durmo e sem ninguém no auxílio somente alguém do plano superior deve me tirar de lá quando a coisa está ficando feia a última foi essa madrugada foi muito forte me deparei com uma legião de espíritos inferiores tomando como uma fumaça negra a rua onde moro eu tentando me defender fechei as janelas e ao fechar uma das janelas vi bem de perto um dos espíritos inferiores a negatividade era insuportável forte incomoda pesada não sei como lidar com isso mas o texto aqui que li ajudou bastante gratidão

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  2. Boa tarde,muito edificante essa explicação pois eu e minha filha somos meidiuns de desdobramento e estamos procurando cada vez mais nos auxiliarmos atravez de irmãos como você,muito obrigado.SANDRA

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  3. Meu no nome é Sandra também gostaria de saber porque deixar de dar passividade atravez da aproximação dos espiritos e passar a se concentrar e entrar em desdobramento

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  4. Olás, Muito bom o contato com vcs.
    Ensina-nos os Imortais Maiores, que necessitamos do aprimoramento, através do estudo e da prática do que aprendemos.
    Amai-vos e instrui-vos.
    Quanto a deixar de dar passividade, é uma questão de ótica, pois ao desdobrarmo-nos, estamos em contato com os desencarnados necessitados de auxílio , cumprindo o nosso dever e aprendendo com eles , sempre. Pois estes desencarnados, nos lecionam , ao se desnudarem e nos mostrarem sua dor, seu sofrimento.
    Dando passividade ou em desdobramento, só temos oportunidade de aprendizado e amadurecimento.
    Paz em nossos coações

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